Tratamentos para Impotência e Problemas de Ereção

A disfunção erétil não é o único problema que pode afetar a ereção, já que fatores fisiológicos, psicológicos e certos medicamentos também chegam a influenciar. Por isso, é fundamental receber atenção médica e não recorrer a produtos milagre ou afrodisíacos.

impotência sexual masculina

Homem com disfunção erétil

Problemas de ereção

Considera-se que existem problemas de ereção quando você não pode alcançar ou manter uma ereção suficientemente firme para uma relação sexual.

Isso responde a diversos fatores, “a ereção é um ato reflexo que não depende da vontade dos homens, pois está comprovado cientificamente que pode ocorrer por estímulos sexuais e não sexuais, ou bem, os homens podem se sentir muito desejo sexual e excitação, mas não apresentam a resposta erétil”, explica o urologista Ernesto Vidal Campos.

Alguns fatores que dificultam a ereção são:

  • Diabetes mellitus.
  • Hipertensão arterial ou pressão arterial elevada.
  • Doenças prostáticas.
  • Lesões na medula espinhal.
  • Tabagismo.
  • Baixos níveis de testosterona.
  • Certos medicamentos.

“A isso se devem adicionar causas de tipo emocional, entre as quais se destacam a ansiedade, o medo do desempenho sexual, lembro-me de ter falhado alguma vez e a sobre exigência”, acrescenta o especialista.

  • Problemas de circulação sanguínea

Do ponto de vista orgânico, a causa mais importante de problemas de ereção é de tipo vascular, seguida da deficiência neurogênica (danos nos terminais nervosas). “Qualquer distúrbio que provoque lesões nos nervos ou que prejudique o fluxo de sangue para o pênis pode causar disfunção, cuja incidência aumenta com a idade”, diz o urologista.

É importante ter presente como se produz uma ereção requer uma seqüência precisa de eventos que incluem os impulsos dos nervos no cérebro, coluna vertebral e a área ao redor do pênis, assim como resposta de músculos, tecidos fibrosos, veias e artérias em torno dos corpos cavernosos (par de colunas de tecido erétil situadas na parte superior do membro, os quais se enchem de sangue durante a ereção).

Entre as doenças que afetam a ereção e suas estruturas se encontram:

  • Doenças do rim.
  • Alcoolismo crônico.
  • Esclerose múltipla, já que coloca o sistema nervoso central, formado pelo cérebro e medula espinhal.
  • Hiperlipidemia ou anormalidades na concentração de gorduras no sangue.
  • Apneia do sono.
  • Disfunção das glândulas tireoide (no pescoço) e supra-renais.
  • Impotência por consumo de tabaco e álcool

Outro dos inimigos ocultos da ereção é a dependência ao tabaco, já que favorece o aparecimento de doenças vasculares, devido à estreita o diâmetro das artérias e prejudica a capacidade das válvulas do pênis para manter efetivamente o sangue, explica o Dr. Campos.

Acrescenta que a nicotina permite o aumento de depósitos de gorduras e formação de microtrombos (pequenos coágulos sanguíneos) no interior das artérias e veias, incluindo as encarregadas de transportar sangue para o pênis durante a ereção. “Verificou-se que as conseqüências do tabagismo não só aparecem com o passar dos anos, mas que fumar dois cigarros gera contração das paredes das artérias pudendas (localizados na pelve), o que dificulta a passagem do sangue para os corpos cavernosos do pênis”.

Neste contexto, também destacam-se os efeitos do alcoolismo, que, a longo prazo, prejudica o sistema nervoso, chegando a causar disfunção erétil permanente. “Além disso, muitos homens apresentam espermatozoides defeituosos e baixa produção de esperma”, acrescenta o especialista.

Medicamentos que afetam a ereção masculina

Existe um grupo de medicamentos que podem chegar a alterar o funcionamento da sexualidade masculina, o que é muito importante que seja informado ao paciente. De acordo com o Dr. Vidal Campos dos principais incluem:

  • Anti-hipertensivos. Incidem sobre o desejo sexual e ereção, como o propranolol, metilodopa e cloridrato de clonidina.
  • Psicofármacos. Deprimem o sistema nervoso central, pelo que tendem a reduzir a libido e capacidade de resposta à estimulação sexual. Incluem cloropromacina, haloperidol, cloridrato de tioridacina, cloridrato de trifluoperacina e carbonato de lítio.
  • Esteroides. Produzem efeitos adversos sobre a função sexual, como a prednisona, empregada no tratamento de doenças inflamatórias e alérgicas.
  • Antidepressivos tricíclicos como a imipramina e clomipramina.
  • Antiarrítmicos como atenolol.
  • Diuréticos como as tiazidas.
  • Anti-inflamatórios não esteroides (AINES), como ibuprofeno.

Problemas de ereção por causas psicológicas

Em 20 a 30% dos casos de impotência sexual masculina, o problema tem origem em alterações psicológicas. A sexualidade está intimamente relacionada com a psique e emoções da pessoa, de forma que qualquer alteração afetará a resposta erétil. “Por isso, stress, fadiga, depressão, bem como conflitos de casal, familiares e de trabalho podem dificultar a ereção, mesmo em homens jovens”, ressalta o Dr. Vidal Campos.

Também causam a disfunção erétil, as situações que geram estresse em homens, como ter bom desempenho íntimo ou fazer com que o casal chegue ao orgasmo. Igualmente, há ocasiões em que a conversa ou comentários irritantes durante o ato sexual podem causar a perda da ereção.

Como obter uma ereção mais forte e duradoura?

Antes de mais nada, o importante é que o homem afetado conte com um diagnóstico de problemas de ereção com certeza, por parte de um especialista (urologista), que levará em consideração os fatores já mencionados, vai levar a cabo a exploração física relevante e gerenciar a realização de estudos.

Para muitos homens, as mudanças no estilo de vida podem ajudar a melhorar a qualidade de suas ereções, o que o urologista recomenda dicas para ereções mais firmes:

  • Reduzir ou eliminar o consumo de tabaco e álcool.
  • Dormir 8 horas diárias.
  • Fazer exercícios e se alimentar de forma equilibrada.
  • Manter sob controle as doenças crônicas, como hipertensão arterial e diabetes.

“Se o homem suspeitar de problemas de ereção associados com algum medicamento que está a tomar, é importante que fale com o seu médico para reduzir a dose ou trocá-lo por outro. Além disso, quando a causa são alterações emocionais, recomenda-se a prática de exercícios de relaxamento para canalizar o estresse, mas se não for suficiente, o melhor será consultar com um especialista em saúde mental”, diz o Dr. Vidal Campos.

Atualmente existem três tipos de medicamentos para tratar problemas de ereção, os quais são eficazes e seguros; não obstante, devem ser prescritos pelo médico urologista e/ou terapeuta sexual. Portanto, ignora toda a publicidade sobre “produtos milagre” e “fórmulas mágicas” que prometem máximo desempenho e potência sexuais, tais efeitos não são comprovados e podem colocar em risco a sua saúde.

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